=> A favor
A proposta de um novo modelo de vestibular é um tema que vem sendo tratado com frequência nas últimas semanas. Embora alguns discordem, há quem concorde, como Reynaldo Fernandes, professor titular do Departamento de Economia da USP, em Ribeirão Preto.
O professor, que é muito conceituado, diz que “os países desenvolvidos têm um exame nacional que serve para as universidades realizarem a seleção de alunos. A prática de exames de admissão descentralizados é peculiaridade brasileira”. Ele defende uma forma de avaliação centralizada, no qual o estudante que fizer a prova e alcançar uma nota poderá entrar em qualquer universidade federal no país. Antes o estudante tinha que viajar até a cidade para fazer o vestibular.
=> Contra
O novo método que se pretende utilizar para o vestibular tem sido um assunto recorrente nos órgãos ligados à Educação. Esse assunto tem gerado discussões. Algumas pessoas defendem e outros condenam o novo método.
Por exemplo, Carlos Eduardo Bindi, educador e diretor do Etapa Ensino e Cultura (empresa de pesquisa brasileira), afirma que “o vestibular tem outro grande mérito: o de passar aos jovens a ideia de que, no Brasil, existem processos seletivos sérios e respeitados. Isso pode não ser grande coisa em países escandinavos. Mas, em nosso país, é algo muito, muitíssimo raro. O vestibular não precisa ser atacado. Precisa ser preservado.”.
Dessa forma, ele defende a tese de que o vestibular deve se manter no mesmo formato, e completa: “Nos vestibulares de medicina da Fuvest, Unicamp, Unifesp, Unesp e UFSCar, que têm praticamente os mesmos 10 mil candidatos, encontramos invariavelmente a coincidência dos aprovados. Certamente isso não se deve aos aprovados terem sido treinados com truques e dicas para cada um desses exames. Eles mostraram, isto sim, firmes conhecimentos básicos em todas essas avaliações a que foram submetidos -tivessem a forma de testes ou de questões analíticas.”.