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O filme “Shattered Glass”, produzido em 2003 e dirigido por Billy Ray, baseia-se na história de Stephen Glass, jovem jornalista que trabalhava como redator na “The New Republic”, considerada uma das mais importantes revistas daquela época. Publicada em Washington, era conceituada porque era lida pelo presidente americano, já que tratava de assuntos ligados à política.
No começo do longa metragem, Stephen conta, por meio de seus relatos, que escrevia sobre coisas cotidianas, como quando fez num artigo sobre jovens republicanos que, em uma conferência conservadora, bebiam e se drogavam enquanto conversavam a respeito das idéias.
O sonho de Stephen Glass era trabalhar no jornal “The New York Times” e sempre defendia a idéia de que um bom editor-chefe é aquele que protege os seus encarregados, como fazia Michael, editor-chefe da “The New Republic”.
Um dia, porém, a equipe de redatores abala-se com a demissão de Michael e com a escolha de Chuck Lane para ser seu substituto. Eles não gostaram desse fato, pois Chuck não era um bom redator. De forma contraditória, quando Chuck é promovido, Stephen escreveu sua melhor matéria, intitulada “Hacker’s Heaven”. Essa matéria falava a respeito de um jovem que, ao “hackear” uma empresa, é descoberto mas, ao invés de denunciá-lo, a empresa o contrata. Feliz com a notícia, o jovem vai ao encontro de seus amigos que estão reunidos em uma conferência de hackers em um prédio.
A reportagem foi tão conceituada que um editor da revista concorrente, a “Forbes”, passou a investigar se a matéria tinha embasamento. Ele começou a pedir a Chuck os telefones das pessoas citadas no texto. Chuck vai em busca de Stephen para pedir os números de telefones da mãe do hacker, do empresário e da empresa.
O filme gira em torno dessa disputa dos editores para tentar descobrir se esse fato escrito por Stephen é verídico ou não.
Enquanto os editores da revista concorrente passam noites em claro para descobrir a verdade, Chuck faz com que Stephen o leve a todos os locais citados em sua reportagem. Como toda essa pressão, o jornalista acaba confessando que havia inventado o artigo. Seu editor-chefe e o dono da revista tomam a decisão de afastá-lo.
Lane vai à sala onde ficam estampadas todas as revistas já escritas pelo “The New Republic” durante aquele semestre. Ao ler as matérias de Stephen, ele descobre que muitas outras também foram forjadas. Tentou mostrar a farsa que Stephen era, mas foi rejeitado, porque todos estão a favor de Stephen, pelo fato de ele ser muito querido por todos. Mas Chuck não desistiu e, após muitas insistências de Stephen para voltar, ele o demite.
Assim os outros redatores vão à procura dos artigos escritos em jornais anteriores, para saber se as acusações do editor são verdadeiras ou não. Todos descobrem que Stephen Glass foi uma farsa, pois 27 dos seus 41 artigos foram forjados.
Após sua demissão, Stephen tornou-se escritor e escreveu um livro chamado “The Fabulist” a respeito de sua história .